Poucos dias atrás perguntei a um amigo como havia passado de festejos juninos. Ele me disse “fiquei em casa mesmo, mas no sábado (26-06), fui para Jequié ver Gilberto Gil, grátis”. Na mesma hora pensei “porco infiel, nem convida”, mas pouco depois deixei a ponta de inveja de lado para me perguntar quantas vezes no ano ocorrem oportunidades de ver e ouvir um artista tão gabaritado assim, cânone da música popular brasileira, FREE. Pouquíssimas vezes, conclui um par de minutos depois. Só me resta lamentar...
E lembrar de como o homem é bom [:)]
E lembrar de como o homem é bom [:)]
Ah, e no final do show (público estimado em 60 mil pessoas), ainda houve entrevero com evangélicos:
Sem querer entrar nos méritos de quem está certo ou errado (até porque não existe certo e errado nessa história), a constatação que fica desse episódio é que a Bahia, tida como sincretista (mistura de religiões), berço da cultura afro no Brasil, na realidade é mais ortodoxa do que pintam por aí. Mais um exemplo de que a Bahia não é apenas Salvador e Recôncavo. As diferenças culturais (especialmente religiosas) entre capital e interior são flagrantes.